A lei e o homem



A lei e o homem

Estava andando pela Av. Rio Branco no Centro do Rio de Janeiro em 15/12/2013, e parado na esquina com a sete de setembro comecei a pensar sobre a lei, e seu verdadeiro efeito na vida do homem. Pensava também no Estado de anomia, que é a ausência da lei e leva a sociedade à anarquia. E cheguei a conclusão de que toda lei não passa de comandos para que homem não seja ele mesmo, pois o homem é conhecedor do bem e do mau, e apesar de sua natureza egoísta buscar sempre o mau, ele sabe que existe o bem, e que o bem é bom, então é criado um sistema de leis baseadas na moral e na ética para o controle do homem mau em meio ao contato com outros homens maus, ou seja, uma rede de normas para que o homem obtenha uma melhor convivência em sociedade. 

A lei também serve para alimentar o ego do homem que apesar de ser mau encontra na lei a possibilidade de ser visto por outros como bom, o homem diz que é uma boa pessoa porque nunca fez mau a ninguém, e que cumpre tudo o que a lei o manda fazer, na verdade para este homem a lei alcançou o seu objetivo na sociedade, mas subjetivamente falando o homem não deixou de ser mau porque praticou a lei, antes disso se tornou um hipócrita, pois diante dos outros é visto como um bom cidadão, e no seu orgulho se vê como uma pessoa melhor do que os outros que não praticaram o que é correto, se sentindo na competência de apontar seu dedo indicador e julgar o seu próximo, quando na verdade este suposto moralista é como um sepulcro, visto pelos homens com suas flores e arranjos de justiça, mas por dentro está cheio de podridão como todos os outros.    

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